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O split payment volta ao centro do debate da reforma tributária, mas enfrenta obstáculos relevantes para sua implementação. O modelo, considerado essencial para o novo sistema, pode não estar pronto até 2027.
O principal entrave do split payment está na sua complexidade operacional. O modelo prevê a segregação automática dos tributos no momento da liquidação financeira, exigindo integração entre sistemas fiscais, bancários e empresariais em larga escala.
Na prática, isso significa que cada transação precisará ser processada com múltiplas validações simultâneas. Além disso, o volume estimado de operações é expressivo. Há projeções de que o split payment possa alcançar um fluxo até 20 vezes maior do que sistemas atuais, o que eleva o risco de instabilidade, lentidão e falhas sistêmicas.
Outro ponto crítico para o split payment envolve a infraestrutura nacional. O Brasil ainda apresenta desigualdades relevantes em conectividade e fornecimento de energia, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
Esse cenário pode comprometer a aplicação uniforme do modelo. Empresas localizadas em regiões com menor estrutura tecnológica podem enfrentar dificuldades operacionais, criando assimetrias no ambiente de negócios. Por isso, a implementação ampla do split payment exige não apenas tecnologia, mas também condições estruturais mínimas em todo o país.
Apesar da importância estratégica do split payment, ele não deve ser prioridade neste primeiro momento da reforma. O foco atual está na regulamentação do IBS e da CBS, além da adaptação dos sistemas fiscais e da reorganização das administrações tributárias.
Essas etapas demandam alto nível técnico e já consomem grande parte da capacidade operacional dos entes federativos. Dessa forma, o avanço do split payment tende a ser gradual, acompanhando a evolução dessas frentes prioritárias.
A expectativa é que o split payment seja implementado de forma progressiva, à medida que o país avance em maturidade tecnológica e integração de sistemas. Até lá, o modelo seguirá em discussão e desenvolvimento institucional.
Para as empresas, o cenário exige atenção. Compreender o funcionamento do split payment e seus possíveis impactos é essencial para antecipar riscos, ajustar processos e garantir maior segurança na transição para o novo sistema tributário.
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| Atualizado em: 24/04/2026 11:05 | ||